As nuvens não são de algodão
sábado, 2 de março de 2024
De repente a velhice no horizonte
Coração cansado
Alma a caminho da dicotomia
Respiração serena
Incapaz de entender
O ritmo, a vida, os amores
Não nutre mais os sonhos
A imaginação é sempre o que deveria ter feito
Voltada ao passado
Como caderno, lapis e borracha
A mente prorroga o juizo final
De um julgamento ao qual o personagem só é voce e seus devaneios
Loucura, insanidade, conciencia, não sei...abstenho de decodificar os conceitos emanado em uma alma pensativa
Vivo enquanto for permitido
Busco agradecer por tudo vivido
Porem a sempre uma possibilidade que os moinhos revelam ser dragões
Impreciso nos passos
Projetos rascunhos
Realidade as difere e refuta
O amanhã é incerto
A velhice no horizonte se avista
E o trem vem rugindo
Com uma passagem sem volta
E do outro lado?
Não sabemos
Nossos limites nos cega
E de momento não enxergo nada, além de incertezas
Apenas desvaneço na algibeira do tempo
Mais um na imensidão
Eis que a velhice aporta ao nau
...
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
E de repente 30!!
Sem ao menos se tocar, se passam 30 primaveras de encanto e desencanto...que coisa...o universo expandiu e nem percebi os contornos do meu rosto, indicando maturidade, mesmo que permeado de duvidas, o passarinho já sabe voar e construir seu ninho, entretanto nada que o impeça de continuar na mesmice, porem a vida flui e clama pelo novo, mas o primeiro beijo, a primeira noite, os primeiros encontros...sempre serão lembrados...raramente vividos como outrora...seja porque a personagem envolvida na primeira trama não faz mais parte da cena ou porque de repente a ausência constante se fez permanente e ai complica, espirito saudosista emana no cotidiano e por mais que o tempo diga que é necessário fluir e continuar, as vezes da vontade de sentar...olhar as paisagens...lembrar dos idos e bons tempo e ficar de camarote...anestesiado e robotizado...mas não nos é dado tal regalia, fomos feitos para não parar no tempo, sendo desperdício inclinar-se para tal função, de maneira ao qual a bem da verdade, devemos alocar nossas forças na construção do novo “eu” impossibilitando nossa morte em vida, culminando novas formas de ser, deslocando nossa criatividade para a arte da vida, criadora, espontânea e genuína. E por mais que me depare com a quantidade dos anos, faz necessário perceber que a continuidade da nossa historia deve ser a cada capitulo, um livro a ser escrito e a quem ler saiba que não há nada de monótono em seu contesto, mas de euforia nas alegrias, reflexão nas tristezas e antes de mais nada: coragem de viver!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)