sábado, 2 de março de 2024
De repente a velhice no horizonte
Coração cansado
Alma a caminho da dicotomia
Respiração serena
Incapaz de entender
O ritmo, a vida, os amores
Não nutre mais os sonhos
A imaginação é sempre o que deveria ter feito
Voltada ao passado
Como caderno, lapis e borracha
A mente prorroga o juizo final
De um julgamento ao qual o personagem só é voce e seus devaneios
Loucura, insanidade, conciencia, não sei...abstenho de decodificar os conceitos emanado em uma alma pensativa
Vivo enquanto for permitido
Busco agradecer por tudo vivido
Porem a sempre uma possibilidade que os moinhos revelam ser dragões
Impreciso nos passos
Projetos rascunhos
Realidade as difere e refuta
O amanhã é incerto
A velhice no horizonte se avista
E o trem vem rugindo
Com uma passagem sem volta
E do outro lado?
Não sabemos
Nossos limites nos cega
E de momento não enxergo nada, além de incertezas
Apenas desvaneço na algibeira do tempo
Mais um na imensidão
Eis que a velhice aporta ao nau
...
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